terça-feira, 19 de janeiro de 2010

São Paulo - parte 2

Tá, três posts devem dar, re re re. Na verdade eu poderia escrever uns seis aqui, mas isso é abusar da boa vontade de quem ainda lê :(

O hotel é razoável, embora minha mãe sempre o comparasse a um 500x mais chique e melhor. A torneira do chuveiro foi o ponto mais negativo de todo esse ano: torrei minhas costas pelo menos duas vezes na água infernal. Outra coisa ruim foi o travesseiro, mas não lá tão incômodo. Tinha um livro para ler e palavras-cruzadas para fazer, vejam como Papel é um pseudo-nerd.

Após o encontro súbito com Mari, toda minha auto-estima levantou. Peguei o notebook da mamãe-Papel e acessei a nossa amiga interweb para ficar ligadão nas notícias. Sem skill, tive que ir para a recepção para poder conectar e pagar a cada 5 minutos. Amsn, vários chatos ignorados e bloqueados, e então Mari '-'

Conversamos um pouco e ela me disse que a mãe tinha ficado muito preocupada com a demora dela para voltar para casa. Não adiantou explicar que me viu, nem de onde eu era: aparentemente ou era mentira minha que eu fui a SP apenas para vê-la, ou isso era um problema meu. Isso significa que domingo, pé-de-cachimbo, foi riscado, eu não a veria. Não só no domingo, como nunca mais a veria novamente.

Essa notícia fatídica, alida à voz alta dos gringos da recepção não ajudaram a manter a felicidade. Nada poderia mudar para melhor, eu simplesmente não tinha o que fazer. E ainda era o primeiro dia em São Paulo. Não tinha jantado ainda e nem jantei. Na verdade, pouco depois de subir para o quarto, eu me deitei na cama e pensei. Pensei em um monte de besteiras, em possíveis soluções para ajudar a resolver isso, mas não veio nada. O melhor que pensei foi, vergonhoso ou não, escrever uma carta e deixar na recepção do hotel para ela pegar algum dia. Seria melhor do que eu mesmo ir lá deixar, para evitar mais raiva da mãe e problemas para a filha.

Mas o que eu falaria na carta? Eu pensei bem, acho que conseguiria escrever bem claramente o que queria, mas eu não sabia bem o que falar. Nada parecia certo. Não desisti da idéia, mas abandonei-a para dar espaço a outros pensamentos. Esse espaço não foi muito bem preenchido, por isso custei muito para dormir, mais de quatro horas deitado sem conseguir desviar a atenção do que acontecera. Derrotado, Papel resigna. Mas ainda não foi o bastante, não conseguia dormir.

Só consegui, risos à vontade, quando me lembrei das palavras de um amigo, o bom Matheus Marques. Sério. Ele me falou algo enquanto eu jogava Resident Evil que me deu uma força amiga bem importante. Lembrei-me do que ele disse, e finalmente consegui dormir. Sono difícil, despertar difícil. Era sábado de manhã e nada havia mudado. Por mais que estivesse com a cabeça mais livre, ainda sentia um peso irreal me colocar para baixo. Sem fome, desci e comi o café-da-manhã. Baita dor de barriga me atingiu como um raio, assim como uma lembrança do planejamento do sábado.

Sábado à tarde eu falaria com Gabriel Verbena. Revemos os fatos: Papel sozinho no hotel, dor-de-barriga, mais do que triste, noite mal-dormida, mãe abusada com coisas do hotel (até com o carpete, aff) e aquela indisposição para qualquer coisa. Mandei uma mensagem para ele e pedi para não aparecer lá. Aproveitei a tarde para dormir para caramba, mesmo sem estar cansado fisicamente. Acordei com uma mensagem no celular, era a Mari. Disse que tinha chances de poder me ver no domingo, mas que ainda iria confirmar. Mais alto estima para mim, tive vontade de sair e chamei minha mãe para ir a um shopping recomendado por Marianna. Antes de sair, deixei um recado para ela, e re re re, o segurança do hotel fez uns comentários sobre mim e sobre o orkut, e me pediu para eu adicionar ele. Pena eu ter esquecido do nome dele, é realmente um nome bem exótico.

Fomos ao Paulista (não tenho tanta certeza do nome ;_;) e assim que entrei senti minhas calças caírem. Deve ter sido uma conseqüência da falta de apetite que surgiu desde o Natal, já que eu realmente não comi nada fora das refeições padrões. A cada quatro passos eu tinha que ajeitar minha calça e isso ficou impossível. Fomos a uma loja onde conheci uma atendente muito simpática. Minha mãe entrou primeiro e disse que o cinto era para mim. A moça disse: "ah, é para ele? ele pode provar aqui mesmo, ele é bem magro". Booom. Na mesma hora eu falei a minha mãe: "tá vendo? até ela me achou magro!". A mulher riu bastante e se desculpou. Peguei o cinto, coloquei de boa e ela pegou uma tesoura altamente intimidadora para cortar a etiqueta. Fiquei tenso, já que não tenho skill para evitar vergonha quando uma mulher pega bem lá perto, tanto que ela notou e disse "se preocupe não, é só tirar o dedo que eu não corto ele". Opa, ele quem? D: Ainda bem que não descobri quem era, mas enfim, saí da loja feliz com uma calça que não cairia mais nunca. Ela ainda sorriu quando viu minha emoção ao poder andar sem mexer na calça, rs.

Agora ganha dois doces quem adivinhar em qual restaurante eu comi *___* É bom, mas só à parte :troca: Me entupi lá, zuei com o atendente, como sempre faço nesse restaurante, e go go go hotel. Passei antes na Saraiva, ô loja, mas sinceramente eu não queria comprar Eclipse/Amanhecer lá, achei muito piff. Consegui dormir melhor no sábado. Acho que foi nessa noite que tive um lampejo de inteligência e destruí - no bom sentido, claro - a palavras-cruzadas que minha mãe tinha comprado. Médio, ha ha ha.

A Saga São Paulo continua, e para contrariar o que eu disse ali no comecinho, acho que farei uns seis posts mesmo @________@ mals ae, mas eu quero mesmo escrever sobre essas coisas n_n

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